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O Futuro do Morar

O Futuro do Morar

     Não é de hoje que começamos a perceber algumas mudanças na tendência das habitações, seja aqui no Brasil ou no exterior. Antigamente a família era composta por no mínimo três filhos, hoje não passa de um. Com isso, o formato e dinâmica das casas também foi mudando com o tempo, o que nos faz refletir sobre o futuro. 

     Atualmente as novas construções primam por espaços maiores em áreas coletivas como áreas gourmets, salões de festas, churrasqueiras e os espaços privados dos imóveis passaram a ser mais contidos. Isso trouxe novos desafios, pois o número de membros das famílias em média diminuiu. Isso não necessariamente fez com que a necessidade de espaço dessas pessoas fosse reduzida.

     Esse problema, se constata na compra de um imóvel recém construído, pois além da má distribuição de espaços existe juntamente a falta de aproveitamento desses, quando uma pessoa está se mudando.

     Nessas horas é imprescindível a presença do arquiteto, com o seu olhar profissional, que irá ajudar nessa questão, deixando o ambiente funcional, aconchegante e aproveitando cada centímetro que dispõe à disposição.

     Por causa dessa diminuição de espaços, novos conceitos também foram surgindo, como o "urban jungle", que nada mais é que trazer o verde para dentro de casa. O porquê, se explica pelo fato de vivermos em espaços menores e com isso mais claustrofóbicos. O contato com a natureza ameniza essa sensação e traz para o nosso dia-a-dia um pouco da tranquilidade que a natureza nos propicia. Também nos ajuda a relaxar e entrar em contato com o nosso íntimo já  que vivemos nessa realidade estressante e imediatista.

     Outro conceito que tem sido muito comentado nos últimos tempos é o Cohousing, que se define por um formato do morar onde recursos e espaços comuns são compartilhados, mas não apenas isso, ocorrem trocas e principalmente, há um senso de comunidade muito marcante. É como voltar ao passado, onde vizinhos se ajudavam, se conheciam, onde em espaços comuns, aconteciam essa convivência no verdadeiro sentido da palavra. Isso vem sendo pensado não só nos espaços de habitações, mas também no meio do trabalho, como os Coworkings.

     Existe também uma outra tendência, ainda no mote do compartilhamento, que seria o "co-living", onde pessoas vivem numa mesma residência para compartilharem experiências, histórias de vida e culturas, com a perspectiva de construírem novas relações.

      A máxima "menos é mais" também será um indicador para o nosso morar do futuro, espelhando uma residência minimalista, mas ao mesmo tempo acolhedora e funcional. Estamos vivendo tempos em que o olhar está muito forte para uma reflexão do que estamos produzindo. Exigi-se uma produção não mais em massa, mas pensante, onde realmente sejam colocados no mercado objetos que realmente trarão benefícios para todos, mas de uma maneira "limpa", pensando-se no meio ambiente e valorizando-se a produção local.

     

      E você, como se imagina morando no futuro?

 

Clube Ponto Pessoal
Mabel Furlanetto
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Amante da arquitetura e cultura, é formada em Arquitetura e Urbanismo pela PUCPR. Estudou e trabalhou na Itália. Trouxe um novo olhar para trabalhar em seu escritório de arquitetura Déco&Co. Atualmente está se especializando em Marketing Pessoal.

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