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Por que não devo ser "autêntico"?

Por que não devo ser

Existe uma teoria  que algumas pessoas insistem  em  acreditar.  É a seguinte: “ Eu sou assim, não me importo com o que as outras pessoas pensam. Sou autêntico(a).” Ledo engano! A sua imagem está em jogo.

Sinceramente, quem pensa dessa maneira, está fadado ao descaso. Isso mesmo. Na prática, essa teoria diz respeito à falta de comprometimento consigo mesmo, com o outro, com a sua carreira profissional, com o seu futuro e sociedade em que vive.

Entenda, essas “outras pessoas”, são os clientes que compram nossos produtos, os nossos empregados que falam bem ou mal de nós ou da nossa empresa (acredite, eles falam!), os admiradores que poderão contratar ou indicar nossos serviços, nossas famílias, os eleitores que votam e nos tornam seus governantes, ou não... Sempre terão as “outras pessoas” pensando sobre cada um de nós, e a forma como eles nos percebem é que determina o nosso sucesso ou nossa derrota.

Outros dizem: “Ah! Eu não quero fazer marketing pessoal porque não quero me vender”, como se isso fosse algo pejorativo. Lembre-se, em outros tempos não tão distantes e ainda, na cabeça de muitas pessoas, vender-se significava se prostituir, vender o corpo, fazer algo imoral...e isso fica enraizado no mente das pessoas fazendo disso uma crença que limita o ser humano, de projetar uma marca pessoal forte, positiva e com valor agregado.

Ah! Sabe a diferença em tudo isso? É que ao potencializar suas qualidades pessoais e profissionais em função do que se deseja projetar, isto é, alinhar a sua imagem com sua mensagem ou  fazer marketing pessoal, a moeda não é sobre preço e sim sobre oferecer valor. Valor agregado. O preço?, Vem depois de “valor”, em seus produtos ou serviços. Isso demonstra a importância que tem as estratégias na construção, manejo e controle de uma imagem pessoal, profissional e corporativa positiva, com valor agregado.

É uma pena que no Brasil as pessoas ainda não dão a adequada importância à imagem pessoal e profissional, talvez por isso nossa nação seja apontada como o país em que os executivos são bastante deselegantes.

Muitos, ao dizer que sou consultora de imagem, perguntam se trabalho com fotografia, moda, relações públicas, se sou estilista...os pré-conceitos são inúmeros até entenderem que a consultoria de imagem trabalha com elementos importantes na construção de uma imagem pessoal, profissional ou corporativa que seja positiva, que evoque credibilidade e seja consistente no que diz respeito à forma como desejam ser percebidos e valorizados pelas outras pessoas, e que esses elementos quando bem coordenados impedem a incoerência entre a autoimagem, a imagem percebida e a imagem projetada.

Mas  o que é imagem?

Na Consultoria de Imagem trabalhamos o conceito de imagem como percepção, ação ou ato de perceber, isto é, a sensação interior, que  resulta em uma impressão feita por nossos sentidos. Ou seja, percebemos algo ou alguém, isso nos gera uma experiencia baseada em nossos valores e vivencia, e sempre que nos referirmos a esse algo ou alguém a memoria dessa experiencia vem à tona seja ela positiva ou não. Com isso podemos entender que a nossa imagem é a maneira como somos percebidos e que as demais pessoas irão nos dar poderes de credibilidade ou não, baseadas no que perceberam de nós.  A cada instante estamos agregando significado a cada cena que apresentamos em nosso caminho. Aqui, a busca pela verdadeira autenticidade, que traduz o nosso melhor de forma consciente, consistente e coerente é buscada a fundo através  da essência e singularidade de cada cliente, gerando assim, estratégias para alinhar a  sua aparência, comportamento, atitude e comunicação verbal e não verbal.

 

A primeira impressão é a que fica? Eu diria que ela não será esquecida jamais e que, se a segunda, terceira e demais impressões não forem coerentes, vai gerar uma verdadeira confusão na mente das outras pessoas e isso não será positivo  para a sua imagem e reputação.

 

Vemos algo e a nossa mente interpreta como sensação que se traduz em apreensão e compreensão traduzindo em um efeito semelhante a uma experiência  ou vivência que por sua vez se converte em uma imagem mental do que é percebido. Isso fica impresso em nossa mente como uma espécie de memória fotográfica e esse processo físico-psicológico pode produzir efeitos na conduta das outras pessoas, significando que isso vai influenciar nas suas preferências e portanto nas suas decisões como, querer estar perto de alguém, de quem contratar um serviço, quem será escolhido para uma vaga de emprego, quem vai receber o convite para uma festa, para tomar um café, e assim  por diante.

As imagens mentais são consequências das percepções acumuladas e  necessitam de  coerência como importante ingrediente para produzir as reações das pessoas já que a mente associa o que se repete de maneira similar. O que se parece, em síntese, pode ser coerente. Quando a mente detecta incoerência em algo, ela produz como reação um  comportamento de rejeição e daí a extrema necessidade de se posicionar e se expressar com clareza e segurança,  produzindo ações que sejam alinhadas com o seu objetivo.

"É possível mudar, sem deixar de ser."

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Imagem Profissional, Marketing Pessoal e membro da Associação Internacional de Consultores de Imagem. Fascinada por autoconexões, a minha maior missão é fazer pessoas e empresas se conectarem com o que há de mais valioso no mundo, sua unicidade.

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