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Protagonismo e Posicionamento: as marcas na posse presidencial.

Protagonismo e Posicionamento: as marcas na posse presidencial.

 

Este não é um post para falar de política, tampouco para falar da nova Logomarca criada pela SECOM para o Governo Brasileiro, mas nesta primeira semana sob nova direção, diversos acontecimentos ilustram com maestria a importância do  protagonismo e do posicionamento de nossa marca pessoal. É disso que quero falar hoje.

PROTAGONISMO

No dia da posse, em meio a opiniões divididas e polarizadas, preciso destacar  a postura de Michelle Bolsonaro, que, independente de agradar ou não, soube buscar seu lugar ao sol.  

Num primeiro momento cumprindo à risca seu papel, externando em seu comportamento discreto e na escolha de seu vestido, aquilo que o inconsciente coletivo espera de uma primeira dama. No entanto, já na escolha da roupa ela fez questão de associar sua marca pessoal ao atributo da simplicidade e da popularidade, uma vez que preferiu não ostentar nenhuma grife icônica em seu figurino, o que apesar de natural nestas ocasiões, certamente soaria incongruente, não com o posto, mas com a Marca Pessoal de Michelle.  Nosso cérebro é associativo e, considerando o contexto de campanha a escolha valorizou os atributos de marca da pessoa, e não do papel.

Para gerar confiança e credibilidade como marca pessoal precisamos ser constantes e congruentes aos nossos valores pessoais, do contrário, podemos perder o engajamento criado com quem nos acompanha. 

Mas o ponto alto de Michelle não foi exatamente a adequação, mas a quebra de padrão.  E nesse ponto, há de se correr riscos.

Quando saímos do esperado o risco aumenta consideravelmente, pois estamos lidando com a reação do outro. A forma como nossa ação será recebida é sempre uma surpresa já que opiniões são formadas com base nos referenciais e sistema de crenças de cada pessoa.

 

VALE A PENA CORRER O RISCO?

 

Pergunte a qualquer pessoa que alcançou sucesso e notoriedade e ela te dirá: sem risco não há colheita farta.  Arriscar faz parte do caminho daqueles que querem fazer a diferença. Assim, com riscos hipoteticamente calculados, podemos e devemos pensar em ações que surpreendam nosso público, mas que, antes de tudo, estejam alinhadas aos valores de nossa marca pessoal.

Foi assim que Michelle Bolsonaro discursou como primeira dama, em Libras, pela primeira vez na história de uma posse presidencial. Protagonismo que viralizou nas redes sociais, lhe rendeu visibilidade internacional e mais, criou pioneirismo que será então, seu legado à muitas mulheres que ocupam posições similares. E quem se importou com a segunda quebra de protocolo, quando ela interrompeu o discurso para beijar o marido? Caiu nas graças.

 

POSICIONAMENTO

 

Ainda no dia da posse outro assunto ganhou holofotes, desta vez uma marca de produto: uma caneta BIC, fabricante popular brasileira, teria sido usada para empossar os Ministros do novo governo.

Em poucos minutos, a   BIC foi uma das marcas mais citadas nas redes sociais, o que sabemos, gera visibilidade e faturamento para a dona da marca!  Mais tarde, a Compactor, marca também brasileira e produtora da caneta que de fato foi usada na ocasião, parabenizou (e foi respondida) pelo presidente Jair Bolsonaro em suas redes, criando uma nova campanha que recebeu centenas de milhares de likes dos usuários.  Conclusão:  ambas as marcas foram favorecidas, pois nessa altura os acionistas da BIC já comemoravam a repercussão, ainda que equivocada, de sua marca nas mídias sociais.

Quando falamos de marca, vale aquilo que vai na mente (e no coração das pessoas) . Eis aqui um bom motivo para falarmos da importância do seu posicionamento como marca pessoal. Quando você não identifica seus diferenciais e não se posiciona na mente de seu público pelos seus atributos únicos, é muito possível que você acabe fazendo propaganda para o seu principal concorrente sempre que exaltar suas oportunidades. Foi o que aconteceu aqui: a Bic “surfou a onda”.

A caneta Compactor, além de ser muito parecida com a rival, tem um posicionamento de mercado muito similar e não comunica com clareza seus diferenciais. Nesse momento ela não deixa claro para os consumidores, porque ele deve escolher a sua e não a caneta do concorrente.

Quando tratamos de nossa marca pessoal, especialmente na esfera de carreira, devemos pensar dessa mesma forma.  Vou usar o exemplo de uma dermatologista que escolha como nicho a dermatologia estética. Alguns acham que definir o nicho é posicionar a marca, mas não. Nesse cenário você ainda será só mais um profissional da mesma área de atuação onde muitos outros atuam.

Você precisa buscar diferenciais!

 

COMO ENCONTRAR O MEU DIFERENCIAL?

Esta é uma dúvida comum nos clientes de consultoria que atendo e seu maior equívoco começa em achar que esta busca é pra fora, não é!  Lá fora você vai achar as tendências de mercado que te darão o norte de oportunidades. Esta é a esfera da criação das estratégias.

Para encontrar seus diferenciais e comunicá-los ao mercado, o caminho é pra dentro. Você deverá encontrá-lo na soma de seus conhecimentos, habilidades e competências.  Na história que você trilhou até chegar onde você está. No feedback que seus pares e clientes te deram até aqui.  É aí que está aquilo que só você enxerga, que só você sabe fazer, que torna sua entrega única e exclusiva. E é por meio dessa forma única de entregar o que faz você gerar inovação e se tornar referência em um mercado.

 

GOLPE?

 

Há que diga que estas ações que mencionei sobre a posse presidencial não passaram de um golpe de Marketing. Com todo respeito e sem juízo de valor, se foi isso, foi um golpe muito bem dado.

Modelemos.

Seja protagonista da sua Marca Pessoal

 

Clube Ponto Pessoal
Daniela Hespanha
Daniela Hespanha Seguir

Especialista em Branding Pessoal Embaixadora e Colunista da Ponto Pessoal | Consultora em Marketing Pessoal, Imagem e Carreira Formação em Personal Branding , Imagem Comportamental , Tecnologia Educacional e Andragogia

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