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Roupas e autoestima, qual a ligação das duas?

Roupas e autoestima, qual a ligação das duas?

No dia 20/10 eu (Karina Tânia) ministrei em Brasília/DF um workshop que se chama "Vista-se de Autoestima", onde apresento inúmeros motivos para nos vestir bem e como as roupas podem afetar positivamente ou negativamente nossa autoestima. O conhecimento que levei foi baseado em experiências pessoais que eu vivi e momentos que presenciei durante atendimentos da consultoria de imagem e estilo.

Muitas mulheres desacreditam no poder de uma roupa sobre sua autoestima, muitas acham que isso pode ser tratado como uma futilidade e portanto menosprezam o encontro matinal com seu guarda-roupa. Às vezes, essa relação é difícil de ser percebida porque fazemos uma análise de algo material que pode ser modificador dos nossos sentimentos e personalidade e se analisarmos o contrário? Se encararmos qual é o efeito que certos sentimentos causam nas nossas escolhas de peças de roupas? Pode ser que dessa forma seja mais fácil perceber a relação mútua dessas duas pontas, exterior (imagem) e interior (identidade).

Sua autoimagem começa a ser criada desde criança, porém, nessa época não existe tanto a percepção se estão falando bem ou mal de você. Quando seu corpo começa a mudar e você tem maior entendimento do que estão dizendo a seu respeito, você começa a ter uma maior compreensão do que é bom ou ruim e muitas vezes acaba absorvendo coisas que não são tão boas para sua formação de autoimagem positiva. Aqui, começa uma comparação intensa entre quem você está se transformando e quem suas amigas ou colegas estão se tornando.

Durante o evento apresentei essa ideia diante de fatos que ocorreram comigo e para minha grande surpresa muitas mulheres se identificaram com as situações vividas, cada qual com sua experiência. Se você, deixa de usar uma saia só porque sempre ouviu que suas pernas são finas e que saia não fica legal para você, seus sentimentos estão influenciando na escolha das suas roupas. Se pela manhã você se veste de preto porque é mais prático e não tem erro, seu medo de ousar está tomando conta da sua escolha.

Uma grande influência também ocorre na decisão de como você deixa seu cabelo. No workshop muitas mulheres relataram que durante a adolescência e início da fase adulta, muitas alisaram e colocaram química no cabelo porque não conseguiam gostar das próprias madeixas. Isso, é uma forma de se esconder, de não mostrar para você e para o mundo sua identidade, a sua beleza natural. É como se algo dentro de você dissesse que para ser bonita você deveria se encaixar em um determinado padrão.

Pois bem, até aqui podemos perceber o quanto nosso interior afeta quem mostramos ser por fora não é? 

A partir do momento que você aprende a tomar decisões das suas roupas, do seu cabelo, sapatos, ou seja, da sua imagem de forma mais consciente, analisando exatamente quem você quer ser, o que você deseja transmitir para as pessoas ao seu redor, tudo fica muito mais leve e verdadeiro. É difícil se desprender de comentários maldosos e desagradáveis que muitas vezes ouvimos durante toda a vida, mas é possível trabalhar isso em você e esse trabalho pode iniciar a partir do seu guarda-roupa.

Comece quebrando seus pensamentos de bloqueio acerca de peças que você não usa porque ninguém te elogiou ou porque disseram algo sobre a peça que você não gostou. A princípio não será fácil, você se sentirá desconfortável e isso é normal porque nesse momento você estará saindo da sua zona de conforto, daquilo que você traçou como adequado para sua vida até então.

Quebre seu pensamento de bloqueio relacionado ao seu cabelo, à sua necessidade de maquiagem o tempo todo, às cores, estampas. Permita-se aprender com seu guarda-roupa e explorar melhor o que você já tem, você perceberá o quanto é gostoso quebrar padrões, sair da mesmice e ter um momento de paz com seu armário. Você entenderá o quanto a sua escolha de imagem consciente pode criar um interior forte e positivo.

Além de falarmos fortemente do quanto as roupas influenciam diretamente nossa autoimagem, também analisamos algumas pequenas mudanças nas silhuetas das mulheres que estavam presentes no evento. Algumas relataram que estavam usando determinada peça de roupa só para "esconder" algumas imperfeições. É totalmente compreensível esse tipo de situação, inclusive, mesmo com uma autoestima elevada você pode às vezes passar por esse momento de autocrítica, é difícil se sentir perfeita, mas é possível se sentir bonita.

Finalizei o workshop com uma frase que todas concordaram e gostaria de finalizar esse post com a mesma frase: "Você não tem que se olhar no espelho e dizer estou bonita, você tem que se olhar no espelho e dizer sou bonita", tenho certeza que isso fará toda a diferença no seu dia.

Reavalie a imagem que você está mostrando para o mundo, reveja o que você pode melhorar para se sentir mais livre e faça escolhas conscientes do que vestir. Me conta nos comentários se você já deixou de usar algo só por causa de um palpite não esperado.

Convido você a ver um post que fiz há uns dias atrás e que está relacionado ao tema aqui exposto: https://www.instagram.com/p/BpDNhCYlbc0/?taken-by=karinataniaconsultoria

Até o próximo post.

 

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