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Mulher: Sensível, mas não frágil!

Mulher: Sensível, mas não frágil!

Hoje comemoramos o Dia Internacional da Mulher, dia que foi escolhido após o incêndio em uma fábrica de camisas em Nova Iorque em 1911, vitimizando 129 mulheres que não conseguiram escapar porque a porta havia sido trancada. A data foi oficializada com as manifestações de mulheres russas em 1921.

Após esse acontecimento nosso comportamento e nossas vidas mudaram. Ora cicatrizes, ora histórias e ora reflexões. A verdade é que carregamos no nosso DNA os pilares da fortaleza humana. Hoje somos professoras, cientistas, empreendedoras, profissionais de marketing...

Antes, na bagagem, havia o peso da história em vermos nossas avós e familiares omissas dentro de um lar, cheias de sonhos e desejos, porém presas por uma barreira “cultural” em demonstrá-los e em sair do ninho. Caladas. As que tentavam sair em busca de novas histórias, acabavam se machucando e até morrendo pela incompreensão dos homens e da sociedade.

Todas temos uma história, uma conquista particular.

Eu, Christie, morava em uma cidade do interior do Paraná e queria muito vir para Curitiba para fazer faculdade. Meus pais não acreditavam, pois me achavam frágil, sensível demais. Ouvi deles que “não aguentaria uma semana longe de casa”. Dia 25 de fevereiro completei 26 anos morando aqui, sem desistir um dia sequer.

Aqui me formei na primeira profissão – Design Gráfico, depois na segunda – Consultoria de Imagem e Estilo Pessoal.

Casei, fui mãe, tive depressão pós-parto, superei, comecei de novo.

Profissionalmente conheci mulheres maravilhosas e guerreiras nesta jornada, e me orgulho em ser embaixadora da Escola de Você, uma escola online só para mulheres, que promove encontros presenciais cheio de emoção e trocas de experiências!

Em minha jornada houveram bons encontros com mulheres inspiradoras, como com Camila Linnemann e Mickaella Queiroz. Camila mais conhecida como Ca, que é Especialista da Ponto Pessoal, Relações Públicas, e uma catarinense que acredita na fortaleza da mulher. Mickaella, também conhecida como Mick, é uma cearense arretada, Estrategista em Marketing Pessoal & Imagem, que se enxerga como uma pequena chave capaz de abrir grandes portas na vida das pessoas. Eis um pouco da história dessas mulheres:

Camila compartilha conosco sua história: “Cresci numa cidade no interior de Santa Catarina, sempre tive referências de mulheres fortes. Minha mãe é professora e seu maior destaque sempre foi a coragem em enfrentar e dar conta de todas as coisas. No meio de tantas situações, aprendi com ela a ser uma mulher adaptável e inspiradora. Como estudante, sempre fui ativa em diversos movimentos, acreditava que a liderança associada com uma boa comunicação poderia ser meu diferencial. Ao final da faculdade vivi um momento que reforçou o quanto preciso ser uma mulher forte.

Meus pais descobriram tumores no mesmo ano, os dois separados estiveram em tratamento no mesmo período.

Portanto, tive que conciliar meu TCC, estágio e a ajuda no cuidado com os dois. Me despedi do meu pai no mesmo mês em que colei grau.

Hoje vejo o quanto trilhei e o quanto tudo isso me ajudou a ser a mulher que incentiva outras mulheres. Sei que tenho muito a caminhar e a aprender, porém a força que habita em mim me fará seguir sempre na construção dos meus ideais!

Trago também a história de Mickaella:

Ela é muito frágil, não vai conseguir! ... Dou duas semanas para ela voltar para casa...

Venho de uma família de mulheres fortes. Porém foi Essa foi a frase que escutei de algumas pessoas próximas a mim, quando tinha 15 anos e havia decidido morar em outra cidade para estudar. De fato eu era muito apegada à minha mãe, porém, meu sonho, de fazer uma graduação em uma boa universidade e ter uma boa educação escolar, era maior.

Agora imagina, uma menina, que nunca tinha saído de casa, ir para uma cidade bem maior que a sua e sozinha. Fui morar dividindo apartamento com duas mulheres um pouco mais velhas que eu e nem se quer tínhamos geladeira. Usávamos emprestado a do vizinho. Morávamos em cima de um bar, o "Fuscão Preto". Já se passaram duas décadas. E a menina não voltou para casa em duas semanas como acreditavam algumas pessoas. Já se passaram duas décadas, a menina tornou-se mulher e venceu! Não fez somente graduação de Bacharelado de Ciências da Computação, como fez especialização em Engenharia de Software. Essa menina sou eu: Mickaella. Meu sobrenome? Superação".

Apesar da lógica de que a mulher é sexo frágil ainda existir em muitos lugares, neste momento conseguimos enxergar o quanto cada uma lutou por si e pelo resto do mundo. Por isso celebramos esta conquista especialmente no dia de hoje. Desafios vamos continuar enfrentando. Não são os desafios que nos definem, mas o caminho percorrido para vencer cada obstáculo. Acreditemos em nosso valor e em nossa capacidade de contornar os desafios e vencer! Acredite em você! Atrás de você, há inúmeras mulheres, suas ancestrais, que lhe passaram sabedoria e capacidade de superação. Eu acredito em você. E você?

Apesar das histórias de nossas antepassadas, conseguimos construir a nossa, e enxergar o quanto cada uma lutou por si e pelo resto do mundo. Por isso celebramos esta conquista especialmente no dia de hoje.

Feliz Dia da Mulher!

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Christie Cimatti Giovannetti Poleto
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Christie Giovannetti - Gestão de Imagem Pessoal e Profissional

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