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Trabalhe o seu valor como Marca Pessoal

Trabalhe o seu valor como Marca Pessoal

Trabalhe o seu valor como Marca Pessoal e não seja um fantoche do seu negócio!

Você já conheceu alguém que usa seu próprio negócio ou a empresa que trabalha como sobrenome?

Não entendeu o que eu quis dizer?! Calma, eu explico. Estou falando daquelas pessoas que se apresentam como “eu sou a fulana da empresa X”. Aquelas pessoas que trabalham ou são sócias de negócios que têm nome forte, conhecido, mas que muitos não sabem quem está por trás de tudo que a empresa entrega.

Você provavelmente conhece alguém que seja assim… E é sobre isso que eu vou falar no artigo de hoje.

Neste último mês, fui a um congresso de marketing digital e, nesse evento, reencontrei uma pessoa que é uma grande especialista de uma área específica dos negócios online. Ela tem know how, tem um conhecimento enorme e é extremamente capacitada naquilo que faz.

Conversamos e ela mencionou sobre seu curso, sobre seu trabalho. Ela é uma pessoa realmente admirável! Chegando em casa, resolvi jogar o nome dela no Google e verificar o posicionamento dela como Marca Pessoal, separadamente da empresa que ela é sócia. E foi aí que eu fiquei chocada: ela tem uma aparição pessoal muito pequena nas redes sociais, se for comparar com a grandiosidade que é aquela pessoa e tudo que ela representa e entrega.

Percebi que ela dedica atenção e valor somente ao nome da empresa dela - e ela está esquecendo de cuidar dela mesma, da sua própria Marca Pessoal. Ela é a profissional que aparece nos vídeos do negócio e em todos os outros materiais, mas o nome dela tem um poder irrelevante quando comparado ao poder que essa pessoa de fato possui. Ela é uma sumidade no assunto, mas seu poder ainda não está associado à sua Marca Pessoal  - ele está todo associado à marca da empresa da qual ela é sócia.

Até quando entramos no site dela, o servidor redireciona para o site do produto que ela vende - e, nessa página, não consta nada da história dela, na parte principal do site somente seu sócio que aparece.

Ela fica por trás de todo o sucesso, fica no backstage daquela empresa enorme que ela teve grande participação no desenvolvimento. E isso é um grande risco! Ela tem, sim, que ficar extremamente feliz de todas as oportunidades e de tudo que ela já conquistou, mas ela merece muito mais.

E ela não foi a primeira pessoa que eu conheci assim… Já conheci várias outras que estão na mesma situação, que valorizam muito mais as Marcas Corporativas do que sua própria Marca Pessoal.

Talvez você esteja se perguntando o que tem de errado nisso. Afinal, quando entramos em alguma sociedade, montamos alguma empresa ou somos contratadas para trabalhar em algum lugar bacana, nosso interesse é que aquela marca seja cada vez mais forte e conhecida.

O problema é que transferir todo seu tempo e energia para a marca da sua empresa e não se dedicar em gerir sua própria Marca Pessoal é um grande tiro no pé. Quem está cometendo esse erro precisa parar já! Vou te mostrar abaixo os porquês disso.

A primeira razão é que, hoje, as pessoas não se conectam mais com Marcas Corporativas somente pela grandiosidade do seu nome, do seu produto e ou serviços, elas se conectam com as pessoas que estão por trás dos negócios. Ou, melhor dizendo, com a grandiosidade das pessoas que estão por trás das Marcas Corporativas, com seus valores, crenças, sonhos e propósito.

Essa coisa de “eu sou a Silvana da empresa X” não funciona mais. Ninguém deve ficar preso e escondido atrás do nome do lugar que trabalha… Seu nome deve ter peso, deve ter força e valor.

E isso acontece pela questão da identificação. As pessoas querem se conectar com outro ser humano, que tenha valores e ideais parecidos com o seu.

A segunda razão é que as coisas estão acontecendo cada vez mais rápido. Uma empresa que tem grande valor nos tempos atuais pode não funcionar amanhã, talvez o segmento de atuação perca força e precise se reinventar...  Ou então a pessoa resolva sair da empresa, vender sua parte na sociedade e por aí vai.

Se isso acontecer, aquelas pessoas que focam todo seu esforço na marca corporativa e não trabalham simultaneamente o poder da sua Marca Pessoal precisarão provar para os outros que eram elas que estavam por trás da grandiosidade daquela empresa. Que era ela quem fazia tudo aquilo acontecer, que a empresa era especial porque ela era uma pessoa especial.

Vou usar  exemplos reais para deixar as coisas mais claras. Quando pensamos em Facebook, a imagem do Mark Zuckerberg vem clara na mente de todos nós. O nome dele é extremamente conhecido e a maioria das pessoas sabe quem está por trás de todo o sucesso da rede social.

Se algum dia ele quiser vender a sua empresa, continuará sendo um profissional reconhecido, desejado e valorizado - isso acontece porque sua Marca Pessoal tem tanto valor quanto sua Marca Corporativa.

Alguém tem duvida de que empresários pagariam milhões para tê-lo como sócio ou que milhares de empresas fariam de tudo para tê-lo como funcionário? Isso acontece porque as pessoas conhecem e confiam no potencial dele, já que sua marca exprime credibilidade e confiança.

Outro exemplo é o Sílvio Santos. Sua empresa, o SBT, tem um valor incalculável. Sílvio construiu um negócio gigantesco, mas nunca deixou sua Marca Pessoal de lado. Seu nome tem força e poder - todo mundo sabe quem está por trás daquele império.

Roberto Justus também é assim. Ele trabalha tão bem o poder da sua Marca Pessoal que o nome dele é mais forte e conhecido do que o nome das suas empresas. E ele está certíssimo de fazer isso, afinal, é sua própria marca que transfere poder e autoridade para suas Marcas Corporativas. Ao longo dos anos, ele saiu de diversos negócios sem que isso o comprometesse - porque não eram as empresas que davam poder a ele, o poder estava nele próprio.

Mas o contrário também acontece e é extremamente prejudicial. Vou dar um exemplo fictício para exemplificar:

Jorge é gerente de um banco e é extremamente valorizado por aquilo que faz. É uma figura poderosa, autoridade no assunto, está sempre cercado de pessoas importantes e é constantemente convidado para uma série de eventos. Ele só precisa dar um telefonema para conseguir tudo aquilo que deseja - e esse poder vem do cargo que ele ocupa.

Ele ama o seu emprego, é bem valorizado na empresa e se sente tão confortável ali que não cuida do seu poder como Marca Pessoal. Um belo dia, entretanto, ele se cansa, resolve se reinventar e começa a trabalhar em um ramo totalmente diferente. Será que somente se apresentar como Jorge Boaventura (nome fictício) será o suficiente para as pessoas lembrarem quem ele é e o poder que ele tem?

Provavelmente não. Ele precisará dizer que é o Jorge Boaventura, que foi gerente do banco X por um longo tempo. Ele, mesmo sem trabalhar lá, precisará usar o nome da empresa para trazer força e valor para a sua Marca Pessoal.

Por isso, é extremamente importante construir o seu valor como marca. Não se apoie e não dê mais valor à Marca Corporativa - mesmo que a empresa seja somente sua. Futuramente, você pode resolver trilhar outro caminho e acabar sendo prejudicada por tudo isso.

Sociedades podem dar muito certo, mas também podem dar muito errado. É muito comum ver pessoas que ficaram anos em empresas saindo de lá extremamente prejudicadas, porque dedicaram seu tempo para agregar valor à Marca Corporativa e se esqueceram de cuidar da própria Marca Pessoal - e isso é um tremendo erro!

Os chefes de cozinha são um bom exemplo disso. Pense nos restaurantes que você mais gosta de ir, naqueles que você sabe que a maioria dos pratos são deliciosos. Quando você fala deles para outras pessoas, você, provavelmente, dedica todo o mérito ao nome do restaurante - e não ao chefe de cozinha que prepara todo o cardápio. Eles são os grandes responsáveis por todo o sucesso do negócio, mas estão constantemente no backstage, sem mostrar sua marca.

Mas isso vem mudando. Hoje, os grandes chefes costumam ir ao hall do restaurante para se apresentar e interagir com os clientes. Muitos, também, assinam o cardápio mostrando autoria daqueles pratos - essa é a forma que eles utilizam para fortalecer sua Marca Pessoal.

Então é extremamente importante posicionar sua marca de forma independente, sem estar sempre atrelada a uma marca corporativa. Você prefere estar do lado do Mark Zuckerberg, que transfere poder para seus negócios, ou do lado daqueles empresários que nunca poderão cortar de vez o cordão umbilical com suas empresas porque isso significaria uma grande perda de valor para sua própria marca? As opções são apenas duas: autonomia ou dependência.

Eu tenho certeza que você prefere a primeira opção. Nenhuma pessoa merece ou deseja ser uma marca pessoal fantoche da Marca Corporativa - isso exprime pouco valor e é muito limitante. Sua capacidade vai além, você pode muito mais.

Então posicione-se! Pare de olhar e valorizar somente a marca da sua empresa, cuide com carinho e com estratégia da sua Marca Pessoal. Você vale ouro! Sua empresa tem valor por conta do seu trabalho, das suas ideias, valores e propósito - então você precisa se valorizar.

Isso vai gerar independência, autonomia, poder para transitar e se reinventar com mais facilidade, porque vai estar sempre carregando o seu poder com você, independente de onde esteja.

Nós somos a única coisa que nós temos. Podemos perder família, amigos, emprego, empresas… A única coisa que nos resta, verdadeiramente, somos nós mesmos e o único valor que vai morrer com a gente é o nosso valor como Marca Pessoal, é o nosso poder de reconstruir a partir de qualquer situação, desafio, oportunidade ou escolha. Então não deixe isso como segunda opção! Priorize-se e comece a dar mais atenção ao gerenciamento da sua Marca Pessoal hoje mesmo.

Se você ainda não dedicou tempo e esforço para sua própria marca, não fique mal e não se desespere - você não está sozinha nisso. O que você precisa fazer é pensar em como mudar sua trajetória daqui pra frente. Tudo tem solução! Você não pode se paralisar e ficar se culpando, cheia de arrependimentos.

Reconheça todo o seu trabalho até o momento, orgulhe-se de tudo aquilo que já fez e pense naquilo que precisa ser feito daqui pra frente. Pense nas ações, nas estratégias, leia livros, peça ajuda. Eu mesma posso te ajudar - e seria um grande prazer!

Você merece muito mais. Pense nisso e nunca se esqueça: o poder está em você, faça acontecer!

 

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